Produção de conteúdo em massa com agentes
Gerar um artigo com um modelo é fácil. Produzir duzentas peças por mês com qualidade consistente, em três idiomas, com voz e vídeo, é um problema de sistemas.
É assim que eu estruturo uma fábrica de conteúdo.
Etapas
brief → pesquisa → esboço → rascunho → revisão
→ voz → render → localização → publicação
Cada etapa é um agente com um trabalho e um formato de saída. A saída de uma etapa é a entrada da seguinte. Nada avança sem passar por uma checagem.
As checagens importam mais que os prompts
Os prompts recebem toda a atenção. As checagens são onde a qualidade mora.
- Checagem factual. As afirmações são rastreadas até as fontes reunidas na etapa de pesquisa. Afirmações sem suporte são removidas ou sinalizadas.
- Checagem de voz. Um guia de estilo, expresso em exemplos, é comparado com o rascunho. Desvio é reescrito.
- Checagem de duplicata. Peças novas são comparadas com tudo que já foi publicado.
- Checagem de formato. Tamanho, estrutura, metadados, links. Chato, e a falha mais comum.
Uma peça que falha volta uma etapa com uma nota. Uma peça que falha duas vezes vai para um humano.
Voz e vídeo
Texto é a parte barata. Voz com ElevenLabs e renderização de vídeo transformam um roteiro em vários formatos. O truque é gerar o roteiro já pensando nos formatos finais: frases curtas, nenhuma referência visual que só funciona em texto, dicas de pronúncia para nomes.
Localização
Tradução é uma etapa própria, com revisão própria. Uma tradução literal de uma boa peça em inglês é uma peça ruim em português. O agente de localização recebe o brief e as fontes, não só o texto, para poder reescrever em vez de traduzir.
Publicação
A última etapa fala com o CMS, a plataforma de vídeo e as contas sociais. Ela agenda, não posta na hora. Um humano ainda pode tirar algo antes de sair. Na prática, raramente tira.
O resultado
Uma equipe de uma pessoa roda uma operação de conteúdo que antes precisava de seis. Não porque o modelo é um grande escritor, mas porque o pipeline nunca esquece uma etapa.